terça-feira, 29 de setembro de 2009

O valor da oração


Quem nunca esteve envolvido em alguma situação adversa, daquelas que a única alternativa possível seria a oração? Já observaram que quando se trata de pedir algo a Deus para nós mesmos, somos objetivos, vamos direto ao assunto... “Senhor é isso... e isso...” não usamos de embromação, somos sucintos.
Não sei se isso só acontece comigo, mas, quando estamos de frente a um grande problema sem aparente solução, daqueles que beiram a o impossível, aqueles que chamamos de “só mesmo um milagre”, geralmente procuramos logo a turma da intercessão, ou os irmãos de fé, ou mesmo aqueles irmãos que em nosso ponto de vista, tem o “dom da oração”. Aí a gente ora, todo mundo ora, e quando a resposta chega, nós associamos imediatamente ao irmãozinho que orou com fé, e nos apequenamos mais ainda como se nossa oração fosse apenas mais um sussurro, ao invés do grito potente daqueles que ousam manifestar a glória de Deus no meio dos homens.
Deparei-me recentemente com uma situação dessas. E confesso algo mudou em mim. Em um sábado desses de futebol (engraçado eu ainda não tinha pensado nisso, outro sábado), tudo normal, ao retornar pra casa passei na casa da sogrinha a fim de pegar minhas princesas que haviam passado à tarde lá. Então, Laury minha esposa compartilhou comigo a situação de uma família amiga. O problema, uma jovem de 17 anos de idade, saudável, após sentir uma forte dor de cabeça e posteriormente desmaio, foi levada ao hospital onde se constatou que ela foi acometida de um acidente vascular cerebral. Seria necessária uma intervenção cirúrgica urgente. A cirurgia seria muito delicada, o coma já era proeminente. Toda a família estava reunida, choro, desespero, apreensão. As noticias seguem uma a uma, cada vez mais desesperadora, a cirurgia foi realizada, porém o aneurisma aumentou o tamanho significativamente. As noticias médicas seguem cada vez mais desanimadoras, seria necessário fazer o translado da jovem para São Paulo, um centro médico mais desenvolvido, o caso era grave.
Ao saber da noticia, não tem como a gente não sentir o mesmo sentimento de Jesus, quando Ele se deparava com situações parecidas, Misericórdia. A gente se sente tão pequeno tão inoperante e aí vamos nos enchendo de fé. E o que um irmão cheio de fé faz? Ora né?! Não! Ele liga pra um monte de irmãos na fé, liga para o Pastor, liga para o irmão que tem dom de cura ou aquela irmã fervorosa na oração... Geralmente acontecia assim comigo. Eu orava, mas, minha oração era apenas um sussurro no meio dos gritos de fé dos meus irmãos. E foi exatamente isso que fiz. Liguei pra todo mundo e fiquei ali com aquela família, consolando, dando palavras de fé, rebatendo todas as notícias negativas, repreendendo o desânimo. Foi então que eu ouvi a voz no meu coração: “Ora você”. Eu confesso que pensei; “Senhor, mas, tem tanta gente de fé orando, minha oração é só mais uma no meio da multidão”. Mas, a voz ficou no meu ouvido como se fosse um sino. Minha esposa então chama todos na sala de estar, e diz que eu faria uma oração e a moça seria curada. Na ora eu pensei, “meu Deus! Essa baixinha me mete em cada uma”. Deus usou minha esposa, ela falou com tanta convicção que eu pensei: “porque ela mesma não ora”, aí a voz veio novamente, agora mais forte “ora você!”. Meu amado, foi mesmo que ter tomado uma descarga elétrica de alta tensão, chamei o povo, e veio uma palavra vinda do trono de Deus para aquela família, o propósito seria a união, a família estava passando por sérios problemas e a palavra de Deus para eles, era unidade, aquela enfermidade seria para Glória de Deus! Demos as mãos e oramos. Depois mais uma vez confortamos aquela família, e fomos pra casa. No domingo pedi a todos os irmãos presente no culto que orassem por esse problema.
Os dias se passaram e as noticias vieram cada vez mais rápidas. A jovem saiu do coma, o aneurisma inexplicavelmente desapareceu, nenhuma seqüela. Hoje ela está bem, com saúde, faz acompanhamento médico, e o veredicto: “CURADA” para glória de Deus.
Glória a Deus! Ele ouviu a oração dos irmãos, eu pensei assim. Dias depois estava mais uma vez reunida com aquela família, o motivo agora era festa, um aniversário. Fiquei sabendo das noticias, havia sido realizado um culto em ações de graças a Deus para agradecê-lo por tão grande benção. Amém! Seria natural se a família em questão fosse de irmãos da nossa igreja, porém, poucos deles haviam sidos alcançados, a sua grande maioria ainda não teve um encontro pessoal com Cristo, eis uma grande vitória, todos provaram naqueles dias o amor de Deus. A família tinha motivos de alegria para comemorar naquela noite, era uma festa, estavam todos felizes, iríamos cantar “parabéns pra você”, quando alguém fala: “Antes de cantar parabéns o Jean vai fazer uma oração, porque a oração dele é forte e Deus ouve”. Eu fiquei mudo. Aí veio os testemunhos daquela oração feita em um começo de noite daquele sábado onde eu ouvi a voz de Deus me dizendo “ora você”. Eu fiquei mudo. Tanta gente orou. Deus ouviu todas as orações, mas, entre todas elas ele queria ouvir a minha oração pra manifestar a sua glória, para que todos cressem e pra que eu soubesse o valor da oração.

Bom dia galera... Na mesa do Rei

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Dentro da Arca


Excremento fede. Seja de qual for o animal, racional ou irracional, excremento fede. Você já esteve em um zoológico? Lá mesmo ao ar livre, existe um cheiro diferente, um odor peculiar, mesmo sendo limpos todos os dias é fácil constatar, o excremento fede. Tente imaginar agora um grande barco à deriva, um pequeno ponto perdido no meio de uma imensidão azul. Os dias haviam passados, na memória de todos ainda ouviam-se os gritos de desespero, o terror, as lamentações daqueles que haviam ficado fora do barco. Foram quarenta dias de chuva torrencial, raios, trovões e tempestades. Agora estão ali Noé e sua família e mais algumas centenas de animais. Leão, rinoceronte, papagaio, girafa, cavalo, bode, gambá... Gambá? É pessoal! Gambá! na arca também havia gambá. Imagine o estresse, alimentar esse monte de animais, cada um com um comportamento diferente, comida diferente, “serviço” diferente no tamanho e no cheiro... hehehehe... Pensam que foi moleza. O odor naquele local beirava o insuportável. Acho que foi bem aí que Deus inventou a “acomodação olfativa” (é o que acontece quando o olfato se acostuma a um determinado cheiro e você começa a sentir com menor intensidade) hehehe.
Depois que a chuva parou, suscitou então uma expectativa no coração daquela gente, estaria chegando o grande dia em que enfim sairiam daquele lugar. Noé então teve uma idéia. Vou soltar um corvo pra ele dá uma sobrevoada, de repente ele encontra um lugar onde pousar. Família reunida, alegria no ar, os corações estão acelerados... Gente! enfim vamos tomar água de côco! andaremos descalços na praia, comeremos frutas fresquinhas, iupi! Enfim de volta a vida... Aí a galera começa cantar em côro; abre! Tchan-ran-ran... abre! Tchan-ran-ran... abre! Tchan-ran-ran. Noé sobe a escada, e a galera agita... vai lá pai... vai lá. Quando Noé abre a comporta, o fedor de destruição invade a arca, cheiro de morte, cadáveres dilacerados, podridão, caos. A euforia gerada pela expectativa, agora dá lugar à reflexão. Toda a humanidade agora está ali, introspectiva, cada um no seu recinto chamado eu, todos tem uma nova conotação do que é vida. Descobriram enfim que a arca na realidade era um bom lugar. A arca era um local seguro, ela representava o cuidado de Deus e a sua proteção.
A arca representa a igreja. Tem todo tipo de gente, alguns dão mais trabalho, alguns fazem o “serviço” maiores do que outros, o cheiro às vezes não é tão agradável, mas, todos estão ali, no lugar de proteção, no aprisco do Senhor, na Arca... Em que local na face da terra poderíamos está mais seguros?
Quanto à família de Noé, eles ficaram mais alguns dias na arca, até o dia em que enfim já estavam preparados para deixá-la, mas, essa é uma outra história, o que conta mesmo é que a lição foi ensinada a todos, sem que houvesse nenhuma palavra, "o melhor lugar do mundo pra se está é no centro da vontade de Deus, debaixo de suas asas, dentro da Arca".


ps: Hoje vivemos os mesmos dias de Noé, a maldade humana tem se multiplicado, tanto quanto ou mais do que naqueles dias, o cheiro de podridão já está no ar, vai chegar o dia em que O Eterno dirá... Basta! Como diria meu velho e bom amigo Rubão: melhor é “fazer como Noé... Que guardou a fé... que falou pro Zé... mas, o Zé não quer e a água veio e levou o Zé...”

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

O valor de um discipulado


Está mais do que comprovado que a eficácia do cristianismo vivido em sua essência só é possível através de um discipulado bem feito. E o maior expoente, o melhor exemplo que temos é o do próprio Cristo. Quando Jesus começou o seu ministério ele treinou doze homens. E o treinamento não foi realizado em uma sala de sinagoga, tão pouco em um banco da Escola dos Sacerdotes de Jerusalém. Muito embora sendo um mestre, Jesus nunca teve um livro publicado, seu único escrito mencionado na Bíblia, foram alguns rabiscos na areia da praia, que o vento e água do mar apagaram facilmente. Eu até imagino que ele tenha escrito “ame o teu próximo como a ti mesmo”, entretanto, o certo é que nem sabemos o que Ele escreveu. O que sabemos é que ninguém ensinou como o mestre dos mestres. Sua única ferramenta era os escritos dos profetas. E sua metodologia revolucionária é o que fazia toda a diferença. Ele usava coisas simples do cotidiano, como uma figueira, para explicar coisas complexas como Reino de Deus. Ele usava histórias e figuras de linguagem simples para ensinar verdades profundas. Muitas pessoas ouviram seus ensinamentos, poucos entenderam. A Bíblia relata que ele explicava, traduzia, revelava suas parábolas aos seus discípulos que não correspondiam à grande multidão dos seus seguidores. Os ensinamentos de Jesus aos seus discípulos baseava-se unicamente em vida. Vida na vida, no dia a dia, na convivência, no andar juntos, no comer juntos, no estar juntos, relacionando-se intensamente uns com os outros. O alicerce do cristianismo foi consolidado por Jesus naqueles homens, depois de sua morte e ressurreição a semelhança daquelas pessoas simples com Cristo foram tantas, que eles foram apelidados de cristãos, pequenos cristos, cópias do seu mestre. O discipulado de Jesus deu certo. A prova somos nós hoje, que fomos alcançados dois mil anos depois pelo evangelho dos apóstolos, através da eficácia de um discipulado bem feito. A você que hoje tem discipulado, que vez ou outra tem uma perda no rebanho, não fique frustrado, dos doze discípulos de Jesus, um se perdeu, será que a culpa foi do mestre? Lógico que não. Isso não deve nos tirar o foco de olhar para todos os discípulos como potencial pra serem grandes expoentes de Deus no meio dos homens, porém, é inevitável, alguns fatalmente se perderão no meio do caminho, o que vai ficar mesmo são os frutos gerados na vida das pessoas que entenderem o valor de um discipulado.

É isso galera, o discipulado é a via de mão-dupla mais radical que conheço... Fiquem na paz! Na mesa do Rei

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

No tapete da sala de estar


Era um final de tarde de um feriado prolongado, daqueles que a gente fica tanto tempo sem fazer nada que até cansa. Olhei em cima da mesa e o DVD estava ali. Despretensiosamente comecei a assisti o filme. Prendeu minha atenção. Laury minha esposa e Deborah minha filhinha achegaram-se e de repente estávamos todos ali em frente a TV, sorrindo juntos, chorando e nos emocionando. Ganhamos o dia.
Para quem ainda não viu vale a pena. Corre até uma locadora, pega o DVD e deite-se no tapete da sala de estar, vale a pena, o filme é maravilhoso.