sexta-feira, 26 de junho de 2009

Cada macaco no seu galho



A grande maioria dos servos do Senhor gostariam de exercer funções em ministérios que estão em evidencia no corpo. Raramente as pessoas têm chamado para tarefas “menos importantes”, ué! Isso não é meio que paradoxal? Qual é o trabalho mais importante pra Deus? Quem desempenha tal função? “Senhor quem é o maior no Reino? O maior é aquele que seve”. Certa vez ouvi a história de um irmão que todos os dias chegava cedo a igreja, limpava todos os bancos e enquanto fazia isso, louvando,orando, via-se em seu semblante uma satisfação explicita de alguém que estava realizado ministerialmente. Alguém lhe perguntou o porquê ele fazia aquilo com tanta satisfação e alegria. Ele respondeu: esse é o meu chamado. Fala sério! Chamado pra limpar banco? Não querido; eu fui chamado pra limpar o lugar onde a noiva do Senhor vai assentar-se e encontrar-se com Ele. O melhor lugar, a melhor função pra se exercer no corpo de Cristo vai depender e muito do nível de revelação que se tem do chamado. O corpo tem vários membros e cada um com uma função importante. Qual a sua? Eu sou levita, e faço disso meu sacerdócio sem pretensão alguma de ser melhor ou ser pior, apenas obedeço ao chamado que Deus me propôs. Esse é o meu chamado, essa é a minha lida, essa é a minha missão... Conduzir a noiva do Senhor a sua presença através da adoração genuína e verdadeira afinal o corpo com todos seus membros bem ajustados funciona muito bem; cada macaco no seu galho.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Quando as coisas fogem ao nosso controle


Essa semana foi interessante, conseguimos depois de certo tempo ensaiar Aleluia!!! Para nós que temos o bom hábito de estarmos no estúdio pelo menos duas vezes na semana, é difícil ficar longe dele quase 20 dias. Preparamos duas músicas novas. Sempre deixo Deus falar comigo a respeito de qual música Ele quer ouvir ou o que Ele quer falar para nós como corpo de Cristo. A primeira canção “quebrantado” eu já conhecia, e ficava naquela de “essa é pra eu tocar no quarto sozinho”, mas, o Maumas chegou de Fortal e me sugeriu aí eu entendi “É de Deus!”. A segunda o brother Wanilson quem sugeriu, foi meu hino de guerra na semana, afinal "em momentos de dor que se vê o Rei".E assim foi! Preparamos as músicas, ensaiamos tudo bonitinho, seriam necessário muitas vozes, o vocal estava desfalcado pela metade, mas, o ensaio funcionou surpreendentemente. Ficou bom. Tudo preparado para o culto do domingo a noite. Chegamos uma hora antes pra passar o som, preparei todos os slides. As coisas de repente começam a desandar. Nosso contrabaixista adoeceu. Tivemos que improvisar o Marcos (guitarrista) afinal,alguém teria que tocar o contrabaixo... Parabéns Markito! Você como baixista é um ótimo guitarrista... Mas ele deu conta do recado, deveria ter uns dois anjos soprano para ele os acordes hehehehehe... Mudança geral. O repertório ensaiado foi embora. Tivemos que mudar tudo 15 minutos antes de começar o culto. Calma gente! Está tudo sobre controle! A gente como líder tem que passar confiança pra turma. Mas, confesso o desconforto, quando as coisas fogem ao nosso controle. Sentimo-nos pequenos. Parece que o chão desaparece embaixo dos nossos pés, a cabeça vaga feito um astronauta solto no espaço... A única coisa que pensamos é: E agora?! É, mas, temos que começar o culto. Vamos orar galera! Geralmente antes de orarmos eu sempre dou uma palavra para todos. Dessa vez, a palavra já havia ido para o espaço, junto com tudo o que tínhamos programado. Olhei pra turma e ficou aquele silencio todo mundo com os olhos arregalados, como quem quisesse dizer “Ai Jesus! e agora?!”. Só me restou ser o mais sincero possível. “Gente! estou inseguro!” essa seria a palavra que eu iria usar. Porém percebi a voz de Deus nítida em meu coração: “O culto é meu... Está tudo sobre controle!” Então eu falei: “Galera é o seguinte. Está tudo sobre controle. Quando as coisas fogem ao nosso controle Deus quer fazer algo diferente do jeito dEle.” É isso aí. Oramos e fomos a guerra. O louvor foi muito diferente. A igreja estava longe de está lotada... Só se via mulheres e crianças e alguns heróis na fé... “Se Jesus voltar em um domingo do jogo do Brasil nosso time vai ficar desfalcado... hehehehe... Misericórdia Senhor.” Mas, o culto foi uma benção. A guerra foi grande, contudo, a igreja adorou ao Senhor e fomos edificados. A mensagem do Pr. Rafael muito edificante... O Pr. Rafa tem uma capacidade divina de nos trazer mensagens simples, mas, com muita profundidade e conteúdo. Cristo em nós a esperança da glória! Ao terminar a mensagem, quando sinceramente eu já não esperava mais nada, o inesperado foi real. Jesus estava no culto desde o princípio, e a temática daquela noite foi intimidade com Ele, buscar a sua face, comunhão, unidade, viver o verdadeiro cristianismo, relacionamento vertical e horizontal, viver o novo de Deus... Pr. Rafael começou a orar,o povo deu as mãos, cantamos juntos, buscamos não só a presença de Deus, mas, queríamos ver a sua face. "Mêrmão!" (meu irmão) que presença de Deus! Que visitação tremenda! Que mover dos céus! Deus falou com muita gente nessa noite, foi maravilhoso, sei que muitos irmãos tiveram uma experiência com Deus nesse dia. Espero ouvir os testemunhos. Aqui vai um que eu não poderia deixar de mencioná-lo. Segue o nosso diálogo(MSN):

Clendson diz: hey macho e aí?
Jean Carlos diz: E aí mano... MOOORRAAAA pra o mundo!!!
Clendson diz: Hehehhe... mortim... heheh
Jean Carlos diz: sem cheiro... hehehehe... Glória a Deus pela tua vida...
Clendson diz: ontem no meio do culto me veio uma letra meio sem ritmo e comecei a escrever
Jean Carlos diz: ô glória!!! compartilha mano...
Clendson diz:a lgo massa nunca tinha acontecido comigo isso
Jean Carlos diz: aleluia mano...
Clendson diz: na verdade no meio da ministração do louvor me veio essa musica
Jean Carlos diz: glória a Deus... mano fugiu do nosso controle!!!! foi aquilo que falamos antes...
Clendson diz:diz assim:

Senhor,
Tu és o ar que respiro
Tu és o pão que me alimenta
Sem ti nada sou
Senhor,
Tu és o meu abrigo
Tu és o meu esconderijo
Confio no teu amor
Senhor,
Tu és minha força, minha canção
Te entrego meu coração
Me derramo em tua presença pra te adorar
Te amo, Eu preciso do teu amor...
TE adoro, te entrego o meu louvor
E mesmo em meio a tribulações eu quero oh Senhor, exalar o teu perfume
e quando no vale tiver de passar eu cantarei.
O quão grande és Senhor.

fim...o que vc me diz...

Jean Carlos diz: Queridão isso é muito profundo...Deus deve ter se derramado em lágrimas quando ouviu vc dizer isso....
Clendson diz: eh bem simples,uma canção meio que uma oração.Cara eu fiquei super feliz... experiência nova...

Pode parecer muito simples, mas, não é, só quem sabe a dimensão da experiência é quem a experimentou. Eu sei o quanto foi edificante pra você mano, a gente já havia conversado a respeito do quanto você queria isso... No mais é isso galera. A paz a todos e aproveitem o dia “Na mesa do Rei”.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Deus trabalha no turno da noite... Inclusive aos sábados


Como é que Deus fala com as pessoas? Depende. Deus fala de muitas maneiras, ele pode falar através de sensações, através da sua palavra, através de alguém... Depende... O certo é que Deus fala com as pessoas. Certa vez o Irmão Zezinho, inveterado atleta de final de semana, daqueles que tem até comunidade no Orkut “futebol até debaixo d água”, aliás, “Se existe algo mais perigoso do que não praticar exercícios, é praticá-los somente aos finais de semana...” Pois bem, sábado à tarde, clima propício para prática futebolística, e lá vai o irmão Zezinho. Ele é aquele típico peladeiro fora de forma, um Romário na banheira, afinal os anos já lhe são pesados, e quando indagado o porquê não corre quase nada, a resposta está na ponta da língua “quem tem que correr é a bola...” Primeira partida, ele até tenta correr, mas, o time todo está meio fora de forma, jogam em bloco “os Perebas Futebol Clube”, não deu outra, ih fora! Hehehe, ainda bem que o time é unido, “na próxima a gente ganha”... E não é que ganharam mesmo! Salve! Salve! Numa bola lançada com perfeição Zezinho manda uma patada fulminante no canto esquerdo do goleiro, gol! Lembrou-me até o Ronaldo Bofômetro (fora de forma mesmo) é rapá, o futebol é mesmo um caixinha de surpresa. Mas um fato inusitado acontece. Para participar da pelada semanal, cada atleta cooperava com uma taxa mensal para manutenção do campo, lavagem de equipamento (coletes), pagar o gandula (o cara que sempre quis jogar, mas, consegue ser pior do que o pior dos que estão em campo)... Então..., um dos associados chega atrasado. Ué ele está com a taxa em dias. Alguém teria que lhe ceder o lugar. Numa infelicidade momentânea, a pessoa responsável pela organização da pelada, fala em alto e bom som o que todos ouviram, cerca de 50 pessoas: “Alguém vai ter que sair e esse alguém é o Zezinho porque ele está inadimplente esse mês, ele ainda não pagou a taxa” Uau! Que constrangimento. O Zezinho não conseguiu pagar a merreca da taxa do futebol, ele e mais uns tantos, só que escolheram alguém para ser o bode expiatório. Na mesma hora eis que surgiram os fiéis escudeiros do amigo em situação vexatória, os guerreiros do “Pereba Futebol Clube” êpaaa! Não seja por isso: está pago... Não quem paga sou eu... Formou-se um princípio de tumulto. Os amigos bem que tentaram, mas, diante de tal situação... Parecia que seis bilhões de pessoas estavam com os olhos fixos no Zezinho, esse de tão constrangido, baixou a cabeça, sem esboçar nenhuma reação, tirou o colete e foi direto para o banco e reservas, apesar do apelo de seus amigos para que continuasse. O Zezinho ficou sem graça. A vontade era de enfiar a cabeça em um buraco e virar o irmão avestruz... Passaram se alguns minutos e ele lá, garganta seca, olhar perdido e aquela vontade de ir embora, agora como? Se quem está de carona não escolhe a hora de ir pra casa. A verdade é que se passaram mais alguns minutos, minutos esses que pareciam uma eternidade. E mais uma vez os amigos arregimentam o guerreiro, vamos lá Zezinho, você vai entrar agora com a gente, vamos lá rapá... E o Zezinho sem nenhuma vontade faz o sinal negativo, como quem diz: “hei gente me deixa ficar escondidinho aqui no meu lugar”... Só que diante da insistência de seus amigos, Zezinho não poderia deixá-los na mão, e ele entra em campo... hehehe o guerreiro voltou, e quando ele pega na bola dá uma caneta humilhante no adversário (drible que o atleta conduz a bola por entre as pernas do adversário) ual! Show de bola... No lance seguinte o atleta que havia sido o protagonista do drible desconcertante num ímpeto de insanidade, tenta através de uma voadora criminosa atingir o irmão Zezinho, suspense no ar... Ai Jesus! Inexplicavelmente Irmão Zezinho escapa da agressão e seu algoz está ali no chão a sua frente... Protestos no ar. O quê que é isso seu Juiz! Em frações de segundos, Zezinho olha no fundo dos olhos do seu opositor, e pensa; “eu poderia agora te dá um pontapé” e esses pensamentos entram em conflito com sua postura de cristão... “Não. Eu não posso fazer isso. Hoje é sábado, amanhã é domingo e eu terei que ministrar louvor na casa do meu Pai”... O irmão Zezinho caiu em si, mais uma vez saiu de campo, triste, mesmo perdendo, não saiu derrotado, afinal naquela tarde, ele havia vencido seu adversário mais difícil, seu próprio Eu, engolir a seco o orgulho ferido. No caminho de volta pra casa, no carro ele comentou com seu irmão os episódios da tarde, e a tristeza naquele momento era uma amiga companheira. Ao chegar em casa, estranhamente não comentou nada sobre a tarde de futebol com sua esposa, coisa que costumeiramente fazia todas as vezes. Quieto... Silencioso... Fez um lanche, dormiu cedo... Dormiu triste. Domingo enfim, acordou cedo, acordou feliz... Foi à igreja. Chegou cedo, como de costume, antes que os irmãos da congregação assentassem em seus lugares, ele já havia preparado o ambiente, os louvores já selecionados, enfim... Começa o culto. Ele toca seu violão desafinado. Canta com todo seu coração. Quebrantado, atrai a presença de Deus. Em pouco tempo a casa está cheia da glória de Deus. A igreja louvou como nunca, uma atmosfera de adoração tão profunda que tornou a presença de Deus mais do que real naquela manhã... Todos estavam cheios de Deus. Termina o período de louvor, Zezinho toma seu acento. Baixa sua cabeça e continua orando. Alguém se assenta ao seu lado. O irmão entrega-lhe um bilhete e diz: Irmão Zezinho! Apenas leia, Deus mandou te dizer que Ele te ama muito. O bilhete dizia... “Meu irmão, me perdoe, não se ofenda comigo, mas, no momento da oferta, o Senhor falou ao meu coração para entregar a você a oferta que trouxe para Ele. Não sei o motivo... Ele sabe... Acho que Ele quer dizer que te ama muito! Te amo em Cristo...” O choro foi inevitável. Irmão Zezinho chorou tanto até não ter mais lágrimas. Deus estava ali naquele sábado, naquela tarde de futebol onde todos viram o irmão Zezinho sendo humilhado, Ele estava lá, observando tudo de perto. O chôro pode até durar uma noite, mas, a alegria vem ao amanhecer... Às vezes pensamos que fomos esquecidos, nossos pais nos esquecem, nossos amigos, colegas, irmãos... Às vezes parece até que Deus nos esquece. Grande engano esse nosso... “mesmo que teu pai ou tua mãe te esqueçam, todavia eu jamais me esquecerei de ti”... Quando ninguém vê, quando todos os olhos estão fechados, quando passos vagam sem rumo nas ruas vazias, quando já não se ouvem mais as canções de ninar e as luzes se apagam dando lugar ao silêncio... Deus está acordado. Aos seus amados Ele dá enquanto dormem. A propósito quanto à oferta, para o irmão Zezinho foi apenas um detalhe, perto da voz de muitas águas que ele ouviu ao ler aquele bilhete de Deus, mas, só pra constar seu valor foi 50 vezes maior que o valor da taxa que ele não tinha no sábado de futebol. Deus trabalha no turno da noite, inclusive aos sábados... Essa é a história e eu também estava lá...
Uma boa semana... “Na mesa do Rei”